Na questão do transporte público, como fica o cidadão?

O cidadão ainda estava tentando se conformar com o primeiro aumento da tarifa de ônibus em Manaus, que subiu de R$ 3,00 para R$ 3,30 no último dia 26 de janeiro, quando foi pego de surpresa por mais um reajuste. Agora com R$ 3,80 temos a terceira tarifa de ônibus mais cara do país, aplicada em um dos sistemas mais ruins.

Os empresários justificam o aumento com a falta de recursos para pagar os trabalhadores do transporte. A Prefeitura de Manaus argumenta que o Estado deixou de pagar o subsídio. O Governo afirma que o acordo foi quebrado porque o combinado era que não haveria reajuste enquanto houvesse subsídio.

Nos jornais lemos e assistimos uma procura incansável por culpados, enquanto o principal atingido aguarda por uma solução que não o faça desembolsar pelo menos R$ 180 por mês para ir e voltar do trabalho, quando o custo anterior era de R$ 120. Para o cidadão que ganha um salário mínimo (R$ 937) o custo é de quase 20% da remuneração.

Não podemos aceitar que esse sistema continue da forma que está. Falta investimento, falta transparência nos custos das empresas, e nos dados usados como base para o reajuste. Os veículos ainda ficam ‘no prego’, mal conservados, sujos, demoram para passar nas paradas, obrigando as pessoas a pegarem ônibus que já passam superlotados. Um sistema desumano, com paradas que não protegem do sol, e nem da chuva.

Continuo acreditando e defendo que os empresários do transporte cumpram metas de investimentos antes de qualquer aumento da taxa. Melhorias que devem passar pela aprovação do usuário, de forma que a tarifa só possa ser reajustada se houver aprovação de pelo menos 60% dos usuários. Medidas como essa farão com que Manaus avance em termos de transporte público, melhorando muito a qualidade de vida da população.

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