Josué Neto reage a relatório do Banco Mundial sobre descarte da Zona Franca

Foto: Filipe Augusto

Os deputados estaduais criticaram, nesta quinta-feira (23), durante Sessão Plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas, o relatório do Banco Mundial que citou a Zona Franca de Manaus como uma das políticas econômicas ineficazes para o Brasil. O relatório da instituição financeira, aponta que a extinção do modelo não prejudicaria a economia.

O assunto foi levado ao debate pelo deputado Josué Neto (PSD) que afirmou  que a análise do relatório se ateve apenas a questão financeira e não considerou o modelo sustentável que possibilitou o desenvolvimento econômico e social da região norte do país sem destruir a floresta.

“O modelo de desenvolvimento econômico da Zona Franca de Manaus, a geração de emprego e renda, a questão social da população do nosso Estado e a preservação da floresta estão interligados. Hoje os olhos do mundo inteiro estão voltados para a Amazônia, e se ainda temos aqui a maior biodiversidade do planeta é graças ao modelo Zona Franca. Isso precisa ser dito e lembrado”, afirmou Josué Neto.

Durante o seu discurso, o deputado lembrou que um dos objetivos pregados pelo Banco Mundial é o de “alcançar o duplo objetivo de erradicar a pobreza extrema e construir uma prosperidade compartilhada”, que para ele é o papel cumprido hoje pelo modelo da ZFM. “O Banco Mundial não conseguiu vislumbrar a ligação entre a preservação da Amazônia e o desenvolvimento sustentável. Porque o Estado do Amazonas é o que mais preserva suas florestas justamente por conta do modelo Zona Franca. Mas pior que isso, é que o banco não alcança a importância dos quase 100 mil empregos diretos que são gerados no polo industrial e garante o sustento de uma média de 500 mil pessoas”, disse.

Em seguida, o presidente da Casa, deputado David Almeida (PSD), defendeu união dos deputados na defesa do modelo, e até da extensão dele para municípios do interior. “Esse é o assunto mais importante que temos. Precisamos dotar o Estado do Amazonas de outro modelo de desenvolvimento, parecido com esse, mas que gere emprego e renda no interior do Estado também”, afirmou. “Precisamos unir forças, independente de cores partidárias e de barreiras partidárias em função da defesa da Zona Franca de Manas”, disse David em outro momento do debate.

Os deputados Sinésio Campos (PT), Vicente Lopes (PMDB), Platiny Soares (DEM) também defenderam a união de forças e o desenvolvimento de ações junto a bancada federal no Congresso para mudar a visão de “peso” que parlamentares de outros Estados e instituições internacionais tem em relação a Zona Franca de Manaus.

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