Na FIEAM, Josué Neto apoia medidas para desenvolver o Amazonas

Foto: Filipe Augusto

As ameaças à Zona Franca de Manaus e a necessidade de resolver o problema logístico do Estado para o transporte de mercadorias foram os destaques da abertura dos trabalhos da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) na noite desta quinta-feira (8). A informação é do deputado Josué Neto (PSD) que esteve no evento representando a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

“Existe uma grande cobrança das indústrias em torno da recuperação da BR-319, principalmente porque o transporte de insumos, matéria-prima, e frete dessa mercadoria para outros Estados é o que encarece os produtos e torna mais atrativo comprar de outras cidades que tem uma estrutura em que é possível fazer o transporte de mercadorias por terra, que é mais barato que avião e mais rápido que balsas”, afirmou o deputado.

O presidente da Fieam, Antônio Silva, disse que a recuperação da BR-319 está entre as medidas que podem ajudar no desenvolvimento industrial do Amazonas e que constam na projeto apresentado ao governador Amazonino Mendes para tornar o Pólo Industrial de Manaus (PIM) mais atrativo para empresas de fora. Ele afirmou ainda que não entender os motivos dos embaraços que impedes a recuperação da rodovia.

“Nosso problema é de logística por conta de quão distante estamos do Estado brasileiro. Para adquirir qualquer insumo do sul e sudeste temos um transit time (período de trânsito) de 22 dias o que ondera demasiadamente o custo dessa logística. Com a BR-319 esse  transporte reduziria para cinco dias”, disse.

Para o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, o foco deste ano é mostrar para o Brasil a real importância da Zona Franca para o Brasil e para o mundo em termos ambiental e social.

“Muitos esquecem do efeito colateral que a preservação da floresta tem na economia e a contribuição que essa preservação tem para o mundo. Poucos dão valor a isso e precisamos buscar uma forma de mostrar para o mundo essa contribuição, porque hoje a Zona Franca é vista como um peso de renúncia fiscal mesmo sendo uma das menores renúncias do país”, disse.

Ele explicou que a renúncia fiscal da região norte é cerca de 12%, enquanto que o sudeste tem 53% de renúncia fiscal.

A revisão dos incentivos fiscais do ICMS no Estado; garantias constitucionais da ZFM e atração do capital produtivo são algumas medidas que a Fieam propôs para começar os trabalhos junto ao Governo do Estado.

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