Josué Neto defende que a MP da flexibilização ambiental alcance novas matrizes econômicas do AM

Foto: Joel Arthus

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto, defendeu na manhã desta terça-feira (25), que as medidas do Governo Federal que pretendem flexibilizar a legislação ambiental para destravar as obras de recuperação da BR-319 sejam estendidas à outras matrizes econômicas do Estado para o desenvolvimento sustentável da região e  geração de emprego e renda no interior.

Segundo ele, entre as atividades ‘travadas’ por leis ambientais estão a exploração do nióbio, potássio, silvinita e gás natural.

“Hoje é possível o desenvolvimento sustentável, ou seja, o desenvolvimento econômico que não cause impacto negativo nas questões ambientais. Assim como é possível deixar a BR-319 em plenas condições para o tráfego, é possível que nossas matrizes econômicas, que são o nióbio de São Gabriel da Cachoeira, a silvinita, o potássio da região do Médio Amazonas e Madeira e o gás natural de diversos municípios sejam desenvolvidos para que possamos criar empregos e garantam trabalho para milhares de amazonenses”, disse Josué.

Segundo o parlamentar, as leis ambientais foram implementadas na década de 70 e 80, e não acompanharam as mudanças dos últimos anos. Ele acredita que os avanços tecnológicos podem auxiliar no controle ambiental, possibilitando o desenvolvimento sustentável dos municípios do Amazonas, levando melhorias de vida para a população do interior.

Entenda

O superintende da Suframa, Coronel Alfredo Menezes, anunciou na segunda-feira (24), que o presidente Bolsonaro deve resolver a questão ambiental em relação à BR-319 por meio de uma Medida Provisória. O texto está pronto e o presidente deve assinar simbolicamente durante visita a Manaus, no dia 13 de julho.

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