Grupo de trabalho vai analisar uso de asfalto resistente ao clima amazônico

Foto: Filipe Augusto

O Deputado Estadual Josué Neto (PSD) propôs, nesta segunda-feira (13), a criação de um Grupo de Trabalho para tratar da qualidade do asfalto usado no Estado e analisar novas tecnologias que podem ser usadas na formulação do novo tipo de asfalto adaptado ao clima do Amazonas. A criação do GT foi acertada após Audiência Pública sobre o assunto, realizada no Plenário Ruy Araújo, na sede da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

De acordo com o parlamentar, o grupo será formado por representantes da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), técnicos do Governo do Estado, Governo Federal, Prefeitura de Manaus, além de pesquisadores da Escola Superior da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O objetivo é encontrar formas de melhorar a qualidade do asfalto no nosso Estado através dos dados apresentados durante a Audiência e que influenciam na qualidade da pavimentação, como sistema de drenagem profunda, e qualidade da base usada antes de aplicar o recapeamento.

“O debate de hoje foi o primeiro passo para solucionar algo que a sociedade precisa que é um asfalto que dure mais e seja mais barato para o governo do Estado. A partir de agora vamos criar um grupo de trabalho com representantes da Assembleia Legislativa, das universidades e das secretarias de infraestrutura do Estado, para analisar a viabilidade e buscar formas de utilizar as tecnologias que estão sendo desenvolvidas pela UEA”, disse.

Durante a Audiência Pública, o pesquisador da Universidade do Estado do Amazonas, engenheiro Rubelmar Azevedo, apresentou sua pesquisa sobre a composição de um pavimento de alta durabilidade com o uso de tecnologia de ponta, e asfalto reciclado, que pode baratear os custos de recapeamento, a longo prazo, em até 75%. Segundo ele, também será necessário aquisição de equipamentos, como uma usina móvel movida a gás natural que faz a mistura asfáltica no local onde será feito recapeamento.

Para o Superintende da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf),  Orlando Holanda, e para o Subsecretário Municipal de Serviços Básicos, Antônio Almeida Peixoto Filho, ainda não é possível dizer que a tecnologia pode ser aplicada. Mas acreditam que o principal problema do asfalto em Manaus hoje não é a qualidade da mistura asfáltica, é a falta de saneamento básico – que contribui para que as ruas estejam sempre com água acumulada sobre o asfalto-, e de matéria prima adequada para formação da base que receberá o asfalto.

Peixoto Filho ressaltou que as novas tecnologias podem contribuir muito para melhorar a qualidade do asfalto, mas é necessário que haja produção em escala suficiente para substituir a tecnologia atual, o que é mais um empecilho para solucionar o problema da pavimentação, segundo ele.

“Sempre que aparecem novas tecnologias nós perguntamos: tem uma produção capaz de atender nossa demanda? Estamos abertos às novas tecnologias desde que seja vantajoso para administração da nossa cidade. Acredito que a universidade tem muito a colaborar, mas temos que trazer pra prática. Então se cria esse grupo de trabalho, junta a teoria e a aplicação de campo, e vamos ver o que pode ser usado”, disse.

Ligante

O professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Nilton Campelo, avaliou em seus estudos que o ligante utilizado na mistura asfáltica aplicada hoje em Manaus também não é o adequado para a oscilação de temperatura da nossa região. Segundo ele, a composição deve ser mais úmida que a fornecida hoje pela Petrobrás. Representantes da Seminf e da Seinfra informaram que a mistura asfáltica atende a todas as exigências do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Também participaram da Audiência Pública a engenheira do Dnit, Arlene Maria Campos, e representantes da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra).

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